terça-feira, 22 de setembro de 2009

Televisão é uma merda mesmo

qual foi a do CQC ontem...
puta merda vai se fude
cara o paulão detonou... aquela mônica é totalmente sem graça
não tem jogo de cintura
eu não curti nem um pouco...
ainda mais agora que eu fiquei sabendo que o paulão tava com a coluna fudida
por favor né!!!
achei muito ridiculo mesmo

pensei por um momento que o CQC não tinha essas viadagens... poderia ter sido mais limpo: Nós queremos como oitavo elemento, ou oitava mosca, uma mulher... não homens

agora se escolherem a monica como integrante vai ser ridiculo...
a carol é bem melhor que ela...

sinal que só queria rostinho bonito...

decepção de muita gente hein CQC

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O diploma não é mais necessário

então... mando aqui um video que o pessoal de jornalismo da minha universidade fez sobre o diploma de jornalismo.

http://www.youtube.com/watch?v=z-NHiaFJeJU

Isso serve de aviso p todas as profissões, em alguns anos professor não vai mais ser necessário, nem nenhum tipo de diploma será apenas advogados, médicos e engenheiros terão essa necessidade, porque afinal é apenas esse tipo de trabalho que necessita de diploma.
qualquer um pode dar aula, qualquer um pode escrever uma notícia, qualquer um pode ser pesquisador, qualquer um pode cuidar de um doente como qualquer infermeiro, etc. realmente... p que diploma? não tem necessidade nenhuma, formação p que? todos sabem o que fazer em todas as instâncias da sociedade, p que estudar?

segunda-feira, 23 de março de 2009

moderninhos

É engraçado o como as pessoas nos dias de hoje se dizem modernas. Mas dai eu logo me pergunto que moderno?
Sendo que pensamos como nossos pais em muitas coisas.
Aliás, um cara uma vez me disse que somos as versões melhoradas dos nossos pais... rs
Esses tempos estavam discutindo sobre a moral... uma falsa moral que nos rodeia e nos cerca. Pessoas que se dizem "modernas" condenando outras pessoas só porque num final de semana estava com uma pessoa e no outro com outra. Engraçado, quando se apenas "está" com uma pessoa em uma noite ou dia, no outro pelo meu conhecimento não se esta num compromisso sério. Redicularizam a pessoa falando que "isso não se faz", que "não se deve ficar com uma num fds e com outra em outro fds".
Excelente, palmas... agora você acorda para o mundo real.
Fantasias são feitas para se pensar que um mundo ideal existe, então... sinto dizer mas não existe.
E depois vem querendo dar lição de moral para outras pessoas ainda.
Pior ainda os que se dizem muito mente aberta e "modernos" e ficam tirando sarrinhos com fundo de verdade sobre comportamentos.
Que ridículo... gostaria de saber quando é que as pessoas vão parar de se meter na vida dos outros e começar a olhar para o próprio problema... a lembrei porquê: é muito mais fácil você se preocupar com o problema dos outros do que com o seu, é muito mais fácil afinal não vai ser preciso encarar sua própria realidade, conseguir conviver com você mesmo todos os dias, se olhar no espelho e notar que nem sempre você é o que gostaria de ser, mas como não tem jeito... haahuuahuahuahauha.... vai você mesmo... e muda seu foco de problemas para outros... aliás você é perfeito e outros são os que possuem problemas... apenas os outros... nada mais.
É fácil se dizer moderninho, como se estivesse negando suas raízes... mas nunca se é moderninho... querendo ou não teremos coisas intrínsecas no nosso ser que não nos libertam totalmente e nos prendem a uma falsa moral, a quem se diz não ter preconceito, etc

quinta-feira, 5 de março de 2009

FLOWS

Numa pirada noite que chego em casa, recebi a carona de um amigo meu muitooo louco que compreende minha tese da vida... Meu pai abre a porra da porta para minha pessoa ébria e pirada... reclama de eu não ter levado a chave: mas de que adiantaria???

Eles trancaram a porta de acesso a minha casa... Não poderia dormir, comer, beber.

Pais são estranhos, te protegem de tudo, te dão de tudo, mas te largam p vida... Isso que é um tesão, os meus apesar de tudo são os melhores...

Quando eu piro penso no meu último ano de faculdade... como dói crescer... Eu não quero. Em alguns pontos é excelente, mas em outros...

Os bons é que consigo entender pessoas que antes não entendia, um cara que marcou minha vida, por exemplo, eu o condenava agora o entendo, ele apenas não queria um grude do seu lado como eu era... ciumenta, possessiva... Coisas que agora abomino...

Ou porque quando eu era mais nova precisava de limites, cair para levantar novamente... Minha mãe me mostrou que é preciso sim quebrar a cara sozinha para aprender. Como eu quebrei hoje...

Minha mãe sempre me ensinou para ficar com um pé atrás das pessoas, quais eu convivo... Mesmo assim esqueci e tirei os 2... rs

O futuro é algo de mais violento e que tira as suas ilusões de toda uma vida... pessoas que são “ilusionadas” mostram suas faces e nos fazem ver do que são capazes ou seu curso mostra que você pode ser a melhor ou a pior do mundo que tudo isso depende de você...

Sinto muito de você for o pior... não o queremos, mas se for o melhor: sim nós o aceitamos.

Percebi que talvez não exista nada perfeito como imaginamos...

Professores sonham com a escola perfeita, alunos perfeitos, pedagogos perfeitos, porém não existeeeeeeem

NÃO EXISTEEEEEEM...

Nada a é perfeito... e por que continuamos a imaginar coisas perfeitas??? Pessoas perfeitas??? Instituições perfeitas???

Será que a lógica do pão e do circo funciona tão bem?

Será que a ideologia dos detentores do poder vigente é tão intrínseca da nossa sociedade para que a incorporemos???

Quem nunca pensou em ser alguém de forte influência, ou um conhecimento exacerbado???

Não sei mais como ir contra... tento... mas parece algo intrínseco à minha pessoa que não me deixa prosseguir...

E daí vem o Bush e diz: Deixamos o mundo mais livre. Não me sinto mais livre, me sinto cada vez mais espremida, cada vez mais fadada a seguir a norma vigente, cada vez mais condicionada a seguir a vontade alheia, cada vez mais presa as normas corporais femininas, cada vez mais escrava do desejo, do poder, do ter, da necessidade...

Você se sente como eu???

Pego uma água, tomo e vou dormir... passou....

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

E o discurso hipócrita continua

É impressionante o quanto os parâmetros morais católicos e principalmente vitorianos ainda nos assombram com seus preconceitos e determinações que toda a sociedade deve seguir. em especial a mulher.
É como se todo o discurso que "a mulher é importante", "que a mulher saiu do ambiente privado", "que a mulher é livre" não existisse, me responda desde quando a mulher é livre?
Primeiramente é considerada pecadora... depois colocam como a salvadora - desde que essa salvadora seja virgem e aceite todas as imposições vinda do ser superior -, mais tarde colocam o amor materno como algo divino, intrínseco feminino o qual a mulher não pode negar essa missão de maneira nenhuma. E com o movimento feminista e a saída feminina do lar os discursos não conseguem mais normatizar a conduta feminina caminhando para outro viés: a normatização do corpo, a prisão da mulher ao corpo feminino, alegando que nunca ela estará satisfeita com sua aparência, ligando-se diretamente com a cultura contemporânea do capital.
Um outro aspecto também é a normatização da conduta materna pelos médicos alegando que as mães por mais bem intencionadas que sejam não conseguiriam educar de uma maneira correta seus filhos, restando ao discurso médico essa função, para iluminar a caminhada feminina, uma vez que a mulher considerada inferior necessariamente precisou ser guiada pelos homens em todos os comportamentos.
E por fim a mulher que não pode decidir por si mesma se pode fazer aborto ou não, mencionando que o corpo é algo sagrado e divino, muito mais ainda o da mulher.
Por tudo isso ainda pergunto quando a mulher foi livre? Quando pode decidir por si mesma?
Nos dias de hoje homens que se dizem tão modernos e que aceitam a independência feminina em suas falas e atos deixam escapar que preferem as virgens, as quietinhas, as que ficam na delas, em fim as Amélias.... deixando transparecer que ainda aceitam a idéia de que existe uma mulher para casar, outra para o prazer e de quebra ainda se sobrar um tempo uma para flertar.
Obviamente que isso para o homem é normal, é da natureza dele, mas até onde vai a construção Histórica e o que é realmente da raça humana?
Não se pode mais limitar....
E quando a mulher faz algo um pouco diferente a moral bate de frente, muito mais no maior país católico do mundo, alegando que esse tipo de conduta não é natural feminina...
Quando que a mulher realmente será livre? Quando vai poder mandar em seu corpo?
Apenas quando todos forem desprovidos de quaisquer preconceitos de gênero, raça, cor, etc, e quando todos realmente se reconhecerem como iguais....
Se não toda essa hipocrisia de que somos livres e principalmente a mulher vai continuar

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Resenha: Apologia da História ou o Ofício do Historiador

resolvi colocar minha resenha aqui para socializar o conhecimento, contém as minhas idéias em relação tanto a Bloch quanto ao livro e principalmente por não ter a resenha dele nos sites... isso ajuda quando outras pessoas forem fazer ;)
espero que ajude... bjus


BLOCH, Marc Leopold Benjamin. Apologia da História ou O ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

Ligiane de Meira[*]

Apologia da História ou O Ofício do Historiador

Marc Bloch nasceu na França no ano de 1886 e morreu em 1944 fuzilado pelos nazistas durante a II Guerra Mundial, tendo participado ativamente da Primeira Guerra Mundial entre 1914 e 1918. Juntamente com Lucien Febvre fundou a Revista dos Annales iniciando os estudos acerca da História das Mentalidades, problematizando os seus acontecimentos, não se detendo apenas aos fatos. Além do livro em questão, escreveu outras obras célebres como Os Reis Taumaturgos e A sociedade Feudal.

Seu último livro Apologia da História ou O Ofício do Historiador escrito em cativeiro e inacabado tornou-se uma leitura obrigatória aos historiadores por condensar as primeiras idéias da Escola dos Annales. O livro é disposto em cinco capítulos, sendo o último inacabado. Em suma o livro busca desconstruir a escola historiográfica anterior – os Metódicos, que chamam de positivistas – criando um novo método para os historiadores. Buscando assim a interdisciplinaridade, e um diálogo com as Ciências Sociais, não se atendo apenas aos fatos, mas sim a problematização, aliando a outras áreas do conhecimento para se chegar a um saber racional e cientifico – nota-se aqui que Bloch, assim como historiadores anteriores (metódicos) não renunciou a História quanto ciência.

Num primeiro momento, Capítulo I: A história, os homens e o tempo, traz em seu título o que o autor pretende representar: o homem quanto sujeito da sua história. Não mais uma História atrelada apenas aos fatos, às datas, aos relatos. Busca-se a partir de então, uma história que consiga compreender as relações que se deram através dos fatos, suas problematizações e seu contextos históricos. Indicando dessa maneira que o seu objeto não era o passado, mas o homem, mais precisamente os homens no tempo. Porém nunca se esquecendo de aliar o passado com presente, uma vez que as indagações do presente são o que fazem o historiador voltar-se para o passado.

No Capítulo II: A observação histórica, busca-se através da observação histórica os testemunhos e sua transmissão. O historiador, na sua leitura, não deve se atrelar apenas aos documentos escritos, mas deve trabalhar também os testemunhos não escritos, em particular os da arqueologia. Deixando de ser obcecado pelo relato, sabendo que não vai conseguir saber e conhecer tudo a respeito do passado, construindo assim um conhecimento pautado em vestígios – uma vez que o historiador não têm contato direto com seu objeto de estudo –, reconstruindo esse passado, apoiado-se não apenas na História, mas aberto a outras possibilidades que as outras ciências podem ceder. O autor indica que o passado estará sempre em processo e progresso, mudando muitas vezes seu modo de compreende-lo, sendo que poderá ser escrito de maneira diferenciada de acordo com a visão de cada historiador e/ou do leitor.

Em A Crítica, capitulo III, nesse capitulo Bloch desenvolve uma “tentativa de uma lógica do método critico”, para que a História pudesse compor o rol das ciências, deixando transparecer que a História para Bloch realmente é uma ciência e que precisava ser reconhecida como ciência igualmente como as outras – como ciências naturais, por exemplo, mesmo que seus antecessores tenham tentado fazer isso, mas ainda considerando a História como inferior –, Marc Bloch tenta justificar a História repassando um método próprio. Com isso o historiador mostrará ao homem um novo caminho “rumo à verdade e, por conseguinte, à justiça”

No capitulo IV: A Análise Histórica o autor usa como exemplo o juiz e o historiador, discutindo se a história deveria julgar ou compreender. Toma como defesa que o historiador deve compreender e não julgar, não é trabalho do historiador julgar outras civilizações, por exemplo, e sim de compreendê-las. Revelando que uma sociedade não é melhor nem pior que a outra, e revelando que é por meio da análise história que se inicia realmente o trabalho do historiador, sempre atento para os julgamentos. Também defende a idéia de que o historiador é quem faz o seu recorte histórico e, consequentemente “escolhe e peneira” o seu ponto de estudo, indicando que não é obrigatório o saber de todo o conhecimento do passado, uma vez que a noção de fonte é ampliada.

No último capítulo, sem título e inacabado, foram analisadas as causas dos fatos históricos, e que tais causas não são postuladas e sim buscadas, não tendo como pré-determinadas – aqui fazendo uma crítica ao positivismo –, que um acontecimento é atrelado ao outro e que as produções do próprio historiador terá consequências e influências.

O livro é utilizado até os dias de hoje como leitura obrigatória no ensino de história, principalmente quando se trata de teoria, por informar como se estabeleceu as primeiras idéias da Escola dos Annales. Assim nota-se a influência historiográfica atualmente – afinal ainda escrevemos como Annales – e os que colaboraram para a historiografia, sendo fundamental para o entendimento da História. Seguindo esse pensamento não se pode desvincular que uma Escola influenciou a outra.

No decorrer da leitura, Bloch reafirma que não consegue negar seus “pais” (metódicos), o livro em várias partes transparece como um manual para o historiador, assim como Langlois e Seignobos escreveram o seu.

Bloch tenta escrever como um historiador filho do seu tempo, século XX, deve proceder com as idéias repassadas, não mais buscando a verdade absoluta, uma vez que até mesmo as disciplinas ditas exatas como a física é revolucionada com as teorias de Einstein sobre a relatividade. E principalmente a angústia que traz dentro de si do forte nacionalismo construído pelos metódicos, do conceito de nação que repassaram, que construiu as idéias de que uma nação é superior a outra, como o de Hitler que queria formar a sociedade ariana superior a outras sociedades.

O pensamento de Bloch tanto em Apologia da História quanto em seus outros livros visava compreender, problematizar, contextualizar, etc., não apenas estudando os fatos isolados, mas também entendendo-os, iniciando primeiramente com a História das Mentalidades, abrindo as possibilidades de análises, de fontes, de escrita, dando certa liberdade ao historiador para não se ater apenas aos documentos oficiais e seguir etapas metódicas para a construção da História.



[*] Acadêmica do 3º ano do curso de História Licenciatura na Universidade Estadual de Ponta Grossa

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Preconceitooo

Certas coisas deveriam ser inadmissíveis dentro de uma sala de aula de um curso superior, principalmente numa sala de aula do 3° ano de História.

Preconceitos, estereótipos... Por favor já desconstruímos tudo isso. Quando será que as pessoas vão perceber que preconceito, julgamento não leva a lugar nenhum?

Por que medimos toda a nossa sociedade com a moralidade cristã?

Nessas horas eu me pergunto: os ideais da Revolução Francesa de nada adiantaram?

Liberdade, Igualdade e Fraternidade não é para todos?

Mulheres, crianças, homens, velhos, novos, homossexuais... Todos?

Liberdade sexual também não é para todos?

Para que então serviu Woodstock? O anticoncepcional? Para depravar o mundo?

Muito bem meus parabéns a quem pensa assim, tem o meu mais profundo desprezo.

Durante toda a História – pós moral vitoriana, digamos assim – mulheres das mais diversas camadas, visões e idéias colocaram-se a público pela participação feminina na sociedade, quando conseguiram espaço foram reivindicando cada vez mais coisas.e seus direitos.

Mesma coisa com a concepção quanto à homossexualidade. Em Roma, Grécia isso era normal, a propósito um filósofo grego afirmou que o homem só poderia ser completo com outro homem. E por que será que pensavam assim?

Simples, porque não conheciam a moral judaica, cristã.

Se eles olhassem para o nosso tempo diriam que nós estamos errados, porém esse não pode ser um papel do historiador, a propósito, ninguém pode julgar, dizer que um ou outro é melhor, nem quanto ao sexo, idade, opção sexual, nada. Isso se chama preconceito. E preconceito não pode mais haver em nossa sociedade a tempos já não poderia haver quem dirá agora muito menos em uma sala de aula de um curso de História.